sábado, 28 de março de 2015

Os dias são vazios...

Depois de tanto tempo sem desconfortos emocionais, eis que apareço meio moída com a sua ausência.
Quando enfim o medo estava se retirando, ele voltou. O ciúme nasceu. O orgulho apertou.
O distanciamento veio me assombrar novamente. A velha gastrite nervosa tomou espaço.

Há alguns dias, a única coisa que me afrontava era aquela saudade inacabável, que fazia questão de lembrar-me sobre sua distância, e trazia no vento o seu cheiro de roupa limpa.
A alegria de ver a semana passando e a ansiedade de te abraçar, tomavam conta de mim. Você voltou e não me abraçou.
Eu devia ter ouvido minha consciência que insistia em me fazer pedir o seu toque naquele domingo de manhã, antes de você ir. Um abraço apertado e um desejo de boa viagem, seriam suficientes, mas não ousei.

Aquele sentimento de melancolia já está presente. Sinceramente, não queria passar por tudo isso de novo, mas como eu já desconfiava: era improvável. Eu devia ter ouvido minha consciência que insistia em me fazer acreditar somente nessa ideia, mas eu mergulhei de cabeça e não dava mais tempo.

E agora?
Eu não pretendo chorar, não mais...

A saudade ainda mora em mim, e a cada lembrança aperta mais.
Sabe quando a gente pensa em algo bom e gela todo o peito? Toda vez me ocorre, ao lembrar de nós dois deitados no seu sofá abraçados tão carinhosamente. Eu tô sentindo uma falta incalculável do seu cafuné, enquanto me contava suas conquistas e me abrigava em cima do seu peito. Tô sentindo falta de vestir sua camiseta, como sempre fazia depois de nossas relações. Sinto falta até de te abraçar enquanto você lavava a louça e eu dizia que sua casa estava empoeirada.

Eu não queria entender o motivo de tudo estar acontecendo desta forma. Eu só queria que passasse.

Se o improvável se tornar impossível, eu não poderei fazer nada. Eu só queria que não doesse tanto.

Depois de você, as coisas não foram iguais. Não tive mais estabilidade em mim mesma: ao mesmo tempo que houve paz, havia também a guerra.

Eu não suporto ficar sem você.

Eu te adoro.


"Talvez eu deva ser forte, pedir ao mar por mais sorte e aprender a navegar..."
(Mallu Magalhães - Por que você faz assim comigo?)