quarta-feira, 15 de julho de 2015

O lado bom da vida

Pela primeira vez, criei o título antes do texto. Eu já tinha certeza que falaria disso.

Existem dias que eu não sei o que escrever e isso me angustia muito, apesar de inúmeros temas que estão nas minhas mãos.
Existem também os dias que sou melancólica e quero falar de dor. Acho sim importante, como já disse uma vez, escrever me liberta.

Hoje eu falo no presente, passado e futuro algo que é mais do que convicto para mim: O lado bom da vida.
Não, não falo de ter dinheiro, ser bem sucedido ou outras coisas tangíveis. Também não pretendo fazer uma resenha do filme dirigido por David RussellMe refiro aquilo que não é palpável, mas que alimenta minha saúde física e mental.

O meu lado bom da vida chama-se "Amigos".

O meu lado bom da vida é saber que, apesar de tantas coisas que tentam me colocar para baixo todos os dias, ainda existem pessoas que me admiram e apostam fichas em mim.
É saber que quando faço merda, existe alguém que me dá uma puta bronca e horas de sermão, mas no fim deixa claro que me ama e só quer o meu bem.
É ter em mente que por mais que a distância persista por algum período e o tempo seja escasso, a mensagem super carinhosa de uma melhor amiga chega no whats ou em marcações no face: "Oi, sua vaca! Tô com saudade, te amo!"
O lado bom da vida, apesar de eu não gostar de sertanejo universitário e nunca pisar num rodeio, é prometer a presença num deste e ouvir sertanejo o dia todo na casa, no carro, nos áudios e postagens no facebook, daqueles amigos que não querem ouvir Lulu Santos nem Marisa Monte por mim.
É saber que aquela cachorrinha da sua amiga, que mais parece filha do que animal de estimação, quando a dona sai vem toda oportunista se aproveitar do meu colo aconchegante, mesmo que depois volte sua tutora e ela se esqueça do quanto era confortável meu colinho.
É receber mensagens de bom dia, boa tarde, boa noite, ligações e o presente de ter alguém presente mesmo em momentos que eu não mereça ou os dias sejam ruins.
É lembrar como é bom ser tratada com carinho e respeito e não precisar mendigar afeto, de novo.
É se emocionar com palavras daqueles amigos que não via há anos e saber que torcem por mim.
É ouvir que apesar de eu ser doida, estão perto de mim, pois confiam em mim.
É respeitar quando alguém me diz que sou aquilo que permito. Deixo doer quando permito e abaixo a cabeça para algo, quando permito que me faça mal.
É saber que o bem e a felicidade entram todos os dias pela minha janela, pois também permito.

O melhor lado da vida é ter pessoas que acreditam em mim e que eu não precise provar isso para elas, simplesmente acreditam no meu ser e essência.

É ter histórias semelhantes por coincidência ou pelo fato de a gente realmente parecer tanto com quem convive.
É chorar por pouco e por muito e ainda receber paciência como resposta.
É ter os abraços mais gostosos do mundo e as gargalhadas mais deliciosas do universo.
É sentir saudade mesmo que a pessoa tenha acabado de sair da sua frente.

Não é ser grude, nem exagerado. É saber dizer não, ciente da hostilidade que irá gerar.

Eu conheço minhas forças, medos e o que me subestima. Mas o que me faz bem em todas essas situações, é conhecer o poder da amizade sincera.
Do meu pai, da minha mãe, irmãos, parentes que não são de sangue, melhores amigos e até daqueles que apenas me desejam sorte.

A vida não é fácil pra ninguém, mas ela se torna mais doce quando nossos caminhos são iluminados por pessoas de boa fé e coração grato.

O lado bom da vida é saber que ninguém é feliz sozinho e ter fé no que o grande Raul Seixas disse em Prelúdio:

"Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade"

Obrigada, vida!


domingo, 5 de julho de 2015

Hoje eu só quero que o dia termine bem...

Foram dias corridos e árduos para mim.
Nem metade do que a vida me trará, mas o suficiente pra eu pedir um tempo das angústias.
Sempre soube que quando a gente exige muito da vida, ela também exige muito de nós. Tenho planos que são muitos e de grande valor pra mim. Não me canso até concretizar um a um. Óbvio que a reação nunca é da forma como escolho.
Minha maior exigência é ter dias de paz... Que ironia é antes receber o oposto!
Pensei: Ufa! Acabou 2014, e com ele tudo o que de ruim podia me acontecer, os erros, as dores, os sustos e as decepções... Quanta ingenuidade da minha parte.
2015 de certa forma me trouxe grandes oportunidades, mas já pude presenciar o amargo de alguns dias. 
Não seria drama da minha parte, afinal, quem não passa por esses dias que a gente deseja não sair da cama? Ou então dormir e acordar só quando tudo estivesse resolvido? Do nosso jeito, claro!
Eu provei semanas de muita pressão, de momentos em que fui dura comigo mesma, neguei até o que convinha, abri mão e perdi também.
Provei da desonestidade, da intolerância, do descaso e da ausência. Provei dias de muito choro. Pensei que tudo seria de outra forma. Não foi...
Perdi, doeu, levantei e abafei. Esquecer, a gente não esquece.
Senti raiva e vontade de acabar com tudo num piscar de olhos, mas lembrei que não é assim que se luta e conquista.
Andei firme nos passos e não quis olhar pra trás... Lógico que olhei, lógico que cedi ao errado, não fui leal aos meus ideais. De novo olhei pra frente, cambaleando de tristeza e olhos cheios d'água. Mas quem nunca passou por isso? Todo mundo recebe os dias ruins e inconvenientes!
Provei das mais duras enxaquecas e reprovação de amigos. Provei madrugadas acordadas e ansiedade para que o dia seguinte fosse como planejei. Alguns sim, outros não.
E a gente prova até do que não imaginava. A gente passa a conviver com pessoas que dias atrás só cumprimentava aqui, alí, num barzinho ou entre amigos.
Eu recebi apoio, abraços, repreensões e exemplos. 
Pude provar o doce valor das amizades sinceras.
E quando já não mais chorava, quando já administrava bem minhas reações, fui contemplada com dias de descanso.
Era pra ser...
Assim planejei, mas a vida é sim uma caixinha de surpresas, meu caro Joseph Climber!
As prioridades sempre mudam sem a gente entender. Eu não tô entendendo até agora.
Meu querido vô, a quem desde pequena chamo de Iaia, sofreu um infarte. Como assim vida???
Mas quem nunca passou por isso? Não, eu não passei, nunca presenciei com alguém tão próximo. 
Neste exato momento estou sentada escrevendo, tentando entender. Em vão.
A única certeza que tenho agora, é que não adianta planejar todos os meus dias.
Eu só espero que os próximos venham, independente da forma como virão, mas que eu ainda seja forte e não me canse de acreditar. Nunca me cansei. 
Não quero derrubar lágrimas, prometo que não vou.
Pretendo escrever um texto onde possa dizer que tudo deu certo e que consegui aproveitar com muita saúde a felicidade de estar perto de quem me ama. Vô, você está incluso neste plano.

"Espero que o tempo passe 
Espero que a semana acabe 
Pra que eu possa te ver de novo 
Espero que o tempo voe 
Para que você retorne 
Pra que eu possa te abraçar 
E te beijar 
De novo."

Te amo, Iaia.