sábado, 9 de maio de 2015

"e... Escrevo"

Quando alguém me pergunta quais as coisas que julgo indispensáveis até a última gota de vida, respondo que não preciso, nem exijo demais:

Eu quero acordar pela manhã e prometer que ficarei apenas mais cinco minutinhos na cama e na verdade, ficar mais dez.
Cantarolar um refrão qualquer enquanto me olho no espelho, pensando em como serão as próximas 17 horas.
Respirar o ar gelado da manhã e sair dando bom dia pela rua, em qualquer lugar.
Tomar duas xícaras de café até às nove horas e papear dois minutinhos na cozinha, algum comentário que me traga riso.
Ouvir os que as pessoas precisam falar.
Elogiar o cabelo ou o sorriso de alguém. Posso citar as sobrancelhas também, sempre.
Esquecer tudo e lembrar o dobro. Até o que não deveria.
Lidar com coisas e personalidades complexas e, por fim provar que posso muito mais do que acredito.
Eu quero chorar com soluços quando não tiver mais forças, e sorrir a ponto dos olhos ficarem apertados quando radiante estiver minha alegria.
Eu preciso de uma tarde, uma noite e uma madrugada, em uma mesa de madeira rodeada de amigos, onde exista papo do bom, cerveja e muita gargalhada.
Eu desejo abraço sincero e demorado, beijo na testa e aperto de mão firme.
Eu desejo olhar nos olhos e me enxergar neles.
Receber cafuné e massagem até cochilar.
Dar carinho e conversar sobre tudo.
Discutir política e ouvir MPB.
Ganhar livro, disco de vinil e batom vermelho.
Usar perfume doce.
Desejo muito perceber sozinha quando falo alto ou rio demais.
No frio, me embrulhar no edredom e assistir temporadas de Friends.
Eu quero também alguém pra compartilhar momentos bons e ruins, mas que no fim do dia a gente pause a nossa fala, no meio de um beijo sincero.
Desejo chegar exausta em casa, tomar um banho morno, deitar na cama e dormir pensando em como meu dia foi importante.
No meio de tudo isso, pulo de paraquedas, tatuo um sol na nuca, compro uma vitrola, ando de patins e... Escrevo.

Desejo viver como a música de Gonzaguinha, desejo viver e não ter a vergonha de ser feliz.

Desejo tão somente, paz.






domingo, 3 de maio de 2015

“Tanta gente dizendo que sente saudade. A maioria sente apenas distância. Saudade é sentimento de minoria. E só.”
— Eu me chamo Antônio.