Depois de alguns dias, poucos dias, sem querer escrever absolutamente nada, necessitei voltar.
Eu tento mudar o rumo de minhas palavras, escrever qualquer coisa que não tenha ligação a você e não faça parecer digamos, um amor platônico como um dia disse. Tento política, música, literatura... Não dá, é inevitável.
Eu preciso escrever, preciso me esvaziar.
Depois de alguns dias, especificamente 3 inteiros na cama e o restante pensando em como inverter a situação, eu tive que levantar a cabeça e ver quanta coisa boa me cerca. Poxa, possuo amigos maravilhosos, tanto motivo pra sorrir, um emprego muito bom, a graduação que escolhi desde criança, saúde e o mais importante: mais dias sim, do que dias não, possuo tanta paz dentro de mim...
Não posso me abater por tão pouco, sim pouco, será assim o meu tratamento contra a dor. Pouco pra me derrubar, me descabelar, me acabar em pranto e me arrepender.
A dor existe e é incômoda pela manhã e muito mais a noite, durante a tarde ela vai e volta, depende. Mas ela não é tudo, não é mais forte...
Mais forte foi o que vivi com você.
Não que eu use sempre o mesmo discurso, mas descrever as coisas faz parte da minha essência e não é segredo isso.
Mais forte foi o instante em que olhei dentro dos seus olhos, mais forte foi o seu sorriso. Sempre.
Tanta coisa em comum, tanta vontade de ser feliz. Fomos. Sem perceber a gente dividia nossas alegrias.
Sou capaz de citar cada momento em que me joguei nos seus braços e fui mulher. A respeito de todas as vezes que cada gesto teu alimentava o meu amor. Sou capaz de dizer sobre os dias que sorrindo, na verdade eu quis chorar...
Também posso dizer que existiram dias que mesmo ali na minha frente você estava tão ausente, e eu senti a sua frieza tocando minha sensibilidade.
Já me entristeci sem você ter ciência disso, já te abracei mesmo querendo ir embora, mas também já virei as costas querendo imensamente ficar. Não algumas horas, nem um dia, mas o tempo suficiente pra te provar o "sim".
Têm horas que me perco dentro de mim, olho pra parede do meu quarto e vejo um filme na minha mente. São lembranças...
Existe uma pergunta solta no ar que quer saber o motivo de tanto, só por conta de um ano que tivemos envolvidos. Eu não posso responder, eu não sei responder.
Posso dizer que de outros relacionamentos, também com momentos significantes, não pude extrair tanto como fiz desta vez. Não observei os detalhes, nem tive tempo para valorizar as pequenas coisas.
Agora o tempo já não pode ser descrito por horas, dias, meses ou anos, mas sim, por intensidade na forma de vivê-lo. É isso que ressalto, a intensidade de viver as horas, dias, meses e ano, com você.
A saudade pulsa demais, o seu cheiro me visita.
Eu preciso continuar endurecendo a tal sensibilidade.
Eu sinto raiva, sinto a ferida aberta e a vontade de ir embora daqui.
Vontade de não querer mais ouvir seu nome, nem mais lembrar do seu rosto.
Tento esquecer todas as canções que despertam sua presença dentro de mim.
Em contrapartida, sempre algo muito maior pede por você, pede pelo seu abraço, pelo seu carinho: O meu amor, intruso que faz de todas as minhas vontades citadas coisas vãs.
Claro que sei o que é melhor pra mim e valorizo aquilo que realmente me faz bem. Se não fosse assim, não alcançaria meus objetivos com tanto sucesso.
Você não é um objetivo, não é uma meta. É na verdade, quem eu quero que esteja por perto quando alcançá-los.
Eu não tô pedindo "vem e fica", eu tô querendo que se for voltar não mais me deixe ver a tristeza no seu lugar.
Eu preciso dizer, que ainda e muito, te amo?
Sua falta, é imensa.
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