Nem metade do que a vida me trará, mas o suficiente pra eu pedir um tempo das angústias.
Sempre soube que quando a gente exige muito da vida, ela também exige muito de nós. Tenho planos que são muitos e de grande valor pra mim. Não me canso até concretizar um a um. Óbvio que a reação nunca é da forma como escolho.
Minha maior exigência é ter dias de paz... Que ironia é antes receber o oposto!
Pensei: Ufa! Acabou 2014, e com ele tudo o que de ruim podia me acontecer, os erros, as dores, os sustos e as decepções... Quanta ingenuidade da minha parte.
2015 de certa forma me trouxe grandes oportunidades, mas já pude presenciar o amargo de alguns dias.
Não seria drama da minha parte, afinal, quem não passa por esses dias que a gente deseja não sair da cama? Ou então dormir e acordar só quando tudo estivesse resolvido? Do nosso jeito, claro!
Eu provei semanas de muita pressão, de momentos em que fui dura comigo mesma, neguei até o que convinha, abri mão e perdi também.
Provei da desonestidade, da intolerância, do descaso e da ausência. Provei dias de muito choro. Pensei que tudo seria de outra forma. Não foi...
Perdi, doeu, levantei e abafei. Esquecer, a gente não esquece.
Senti raiva e vontade de acabar com tudo num piscar de olhos, mas lembrei que não é assim que se luta e conquista.
Andei firme nos passos e não quis olhar pra trás... Lógico que olhei, lógico que cedi ao errado, não fui leal aos meus ideais. De novo olhei pra frente, cambaleando de tristeza e olhos cheios d'água. Mas quem nunca passou por isso? Todo mundo recebe os dias ruins e inconvenientes!
Provei das mais duras enxaquecas e reprovação de amigos. Provei madrugadas acordadas e ansiedade para que o dia seguinte fosse como planejei. Alguns sim, outros não.
E a gente prova até do que não imaginava. A gente passa a conviver com pessoas que dias atrás só cumprimentava aqui, alí, num barzinho ou entre amigos.
Eu recebi apoio, abraços, repreensões e exemplos.
Pude provar o doce valor das amizades sinceras.
E quando já não mais chorava, quando já administrava bem minhas reações, fui contemplada com dias de descanso.
Era pra ser...
Assim planejei, mas a vida é sim uma caixinha de surpresas, meu caro Joseph Climber!
As prioridades sempre mudam sem a gente entender. Eu não tô entendendo até agora.
Meu querido vô, a quem desde pequena chamo de Iaia, sofreu um infarte. Como assim vida???
Mas quem nunca passou por isso? Não, eu não passei, nunca presenciei com alguém tão próximo.
Neste exato momento estou sentada escrevendo, tentando entender. Em vão.
A única certeza que tenho agora, é que não adianta planejar todos os meus dias.
Eu só espero que os próximos venham, independente da forma como virão, mas que eu ainda seja forte e não me canse de acreditar. Nunca me cansei.
Não quero derrubar lágrimas, prometo que não vou.
Pretendo escrever um texto onde possa dizer que tudo deu certo e que consegui aproveitar com muita saúde a felicidade de estar perto de quem me ama. Vô, você está incluso neste plano.
"Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo."
Te amo, Iaia.
"Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo."
Te amo, Iaia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário